Blog do Savi

Aqui é um lugar neutro. Serão discutidos temas como: política, maçonaria, vida, viagens, fotografia, e outros assuntos que poderão vir...Seja bem vindo!

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Local: Florianópolis, Santa Catarina, Brazil

Professor aposentado, com tempo disponível para continuar lendo o que não conseguiu ler na juventude.

janeiro 18, 2008

La Paz


Deixamos o Hotel em La Paz, em direção à Cusco. No dia anterior descobrimos que havia várias formas rápidas de chegar até lá: de avião, de ônibus, de com barco via Lago Titicaca, de trem e ... de carro lotação.

O primeiro caso nós o descartamos. Era muito caro. No segundo, mais barato, não havia lugar e no terceiro, caro e badalado, mas também não havia lugar. Com reservas, somente com uma semana de antecedência. Só nos restou uma saída: táxi lotação. Não lembro o nome da empresa de turismo mas eles falavam - tenho certeza - em microônibus.

Levamos um susto quando ainda no estávamos no hotel. Um "chouffer", dirigindo um enorme carro americano chegou e perguntou, na portaria, se haviam dois passageiros para Desaguadero. Ouvimos o dialogo. Nós estávamos sentados em um banco bem próximo ao balcão do hotel, pouco mais de duas estrelas, de forma a ver qualquer movimento de micro-ônibus que a qualquer hora parquearia. Esperávamos uma algazarra como aquelas que deve ter ocorrido na construção da Torre de Babel. Nós já nos imaginávamos sentados, conversando com turistas de várias nacionalidades. Haviam nos informado que o guia era multilíngue e bem informado.

Passaram-se alguns minutos. Nós (e o pacato senhor a procura dos passageiros para Desaguadero) começávamos a ficar impacientes.

De repente, retornou ao balcão e perguntou:

-No hay acá los senhores Silveira e Savi? Sem abrir a boca, o balconista apontou para nós...

-Nós vamos para Cusco, respondemos simultaneamente.

-Então embarquem, porque para ir a Custo "hay" que passar por Desaguadero.

Embarcamos num Ford, creio que ano 60, bem conservado e limpo. No banco dianteiro, a guia. Nem prolongamos a conversa. Alias, nem conversamos...

La Paz fica no altiplano boliviano a quase 4.000 metros de altitude. Já era dia claro, mas o sol ainda não tinha atingido a cidade porque ela tem um formato de casca de ovo invertido. Na medida em que íamos nos afastando do centro, assaltava-nos a idéia de que, em algum lugar -talvez na garagem- nos encontraríamos com os outros turistas.

Saímos da casca do ovo. Estávamos sentados, como passageiros nobres, no banco traseiro do "fordão-preto". Entendemos que nosso lotação era aquele mesmo. Hamilton se virou para mim, falando entre os dentes, com vergonha de ser ouvido para não passar recibo de trouxa, soltou, um num tom melancólico, e com ar de que fomos enrolados: "Esses filhos de uma puta nos f. ".

De fato. Descobrimos, mais tarde, que o ônibus era blefe. Os cambistas compram para revender na hora do embarque. No trem sempre há lugares disponíveis. Nós pagamos juntos, 100 U$. Outros colegas, que viajaram de trem, pagaram mais ou menos 10 U$ (comprado no câmbio paralelo). De ônibus, que também havia lugar, nossos amigos paulistas pagaram em torno de 5U$. Tudo bem. Resolvemos, dai para diante, usar tudo o que tínhamos direito.

Parava-mos para fotografar igrejas, nativos, lhamas, campos, vilas, e danças. Conversamos com nativos, ficamos amigos do motorista, discutimos com a nossa guia, visitamos as ruídas de Tiahuanaco, discutimos economia e falamos do Brasil.

A viagem, contornando o lado Titicaca é muito bonita. No horário previsto estávamos na fronteira com o Peru, no tal Desaguadeiro, que e um posto alfandegário. O nome do local e emprestado do rio que tem o mesmo nome e que liga o lago Poojo ao Titicaca.

A imagem de exploração fica logo apagada com a visão da beleza da região. De um lado, o Titicaca, que a gente não via a toda hora, mas sabia que ele estava ai, sempre a nossa direita, entre a nossa estrada de terra batida e os Montes Llimani eternamente cobertos de neve!

No caminho, próximo a Tihauanaco, uma cena cinematográfica: um índio, com sua mulher, caminhando puxando uma lhama que transportava, em seu dorso, um arado primitivo e outras ferramentas. Para completar o quadro, tipicamente vestidos e sem nenhuma interferência de empresa de turismo: ao vivo! Depois das fotos, tivemos que dar alguns trocados. Dizem que e assim mesmo.

Quando chegamos a Desaguadero tivemos que aguardar o carro que viria de Cusco, e que nos levaria até o posto alfandegário. Ficamos ouvindo o bate papo dos guardas dos dois lados. Ora nos abrigava-mos ao Sol e ora à sombra. À sombra sentia-se frio demais e ao Sol, forte, queimava muito. Os guardas brincavam com as riquezas e pobrezas de cada pais. Um ironizava que no lado peruano se pescavam trutas e o outro retrucava que no lado contrario, só se pescavam sapos gigantes referindo-se as pesquisas da equipe de Jacques Custeaux no Titicaca.

A espera, já no lado peruano, foi demorada mas muito interessante. Tivemos tempo para fotografar um barco de totora, e lavar as mãos nas águas geladas do lago. O céu estava lindo, com algumas nuvens no ar e ... o mais importante e belo, emocionante o perfil dos Ilimanes, cobertos de algodão, deixando uma leve margem verde na parte inferior para destacar e encontrar o azul do Titicaca.

O carro que veio de Puno, trocou os passageiros com carro que veio de La Paz, e nos seguimos viagem. A viagem continuou linda, agora com três passageiros a mais. Uma deles, uma jornalista argentina que enriqueceu o resto da viagem, até Cusco.

É pena que isso já se passasse há mais de 10 anos. É pena que os países ricos estejam matando os coitados dos chamados países do terceiro mundo. É pena que a passagem para a condição de desenvolvido, segundo os padrões econômicos e culturais, custe tão caro ao homem! É pena que as fronteiras passassem a ficar tão perigosas por causa dos com os traficantes e contrabandistas. É pena que a economia afaste tanto aqueles que a tecnologia tenta aproximar!

É bom, ainda, que existam fronteiras para que cada pais preserve as suas coisas boas e evite entrada das más. É bom que se aprenda com aqueles que "sabem menos" e que se ensinem aqueles que sabem mais. É bom que o mundo tenha e mantenha seus contrastes. Seria melhor se a tecnologia não uniformizasse tanto os países. É bom viajar para que se possa ver, olhar, sentir e relativar coisas daqui e dali .

Hamilton Savi

Florianópolis, Outubro de 83


(Extraido de: Uma viagem ao Mundo Mágicco dos Incas do mesmo autor)

O Cometa


O Cometa Halley só aparece de 76 em 76 anos. Na penúltima vez que andou por perto da Terra ele ficou há apenas 25 milhões de quilômetros de distância. Em termos astronômicos é titica! A viagem nesse ano, ou melhor, na visita ele ficou com medo. No dia em que ficou mais próximo do nosso planeta, foi de sessenta e cinco milhões de quilômetros! Dizem que isto e quase nada em medidas de astronômicas. Para mim e muito longe. É distância pra burro!

Diziam os astrônomos, em particular os cometeiros, que no dia 11 de abril de 1986 ele estaria mais próximo da Terra, nesta atual peregrinação pelo espaço sideral. Pois bem. Era uma sexta feira. Toda a população só falava no Cometa, apesar de fazê-lo com uma alguma frustração, porque até agora ele se deixava ver a um tamanho não muito maior que uma estrela e, a olho bem treinado, usando todas as referências possíveis, conseguia ver uma estrelinha com uma espécie de "aura" luminosa.

Era dia da máxima aproximação desse viajante sideral. Eu estava em meu escritório, quando Danna, um colega de trabalho no Ministério, me telefonou.

-Vamos ver o Halley? Perguntou-me.

-Vamos, respondi imediatamente. Porque na próxima não estarei aqui, disse brincando.

Marcamos para nos encontrar na Quadra 304 Norte, onde eu morava e que ficava no caminho de Sobradinho, o local aonde nos iríamos nos juntar a outras pessoas. Danna morava na Asa Sul.

Seguindo as recomendações dele, sai para comprar um colchonete, pão integral, queijo, água mineral e outras coisas necessárias para "acampar" em uma das duas casas em que a ordem "CRUZ E O LOTUS" comprou na região da cidade de Formosa. Nesse local a Ordem deverá construir o "Templo dos Sete Raios", um Templo intuído pelo Mestre e líder espiritual da Ordem.

Saímos. Longos papos sobre varias coisas, durante a viagem de ida. Danna tinha idéia muito clara do caminho para chegar ao local. Quando apareceu a primeira placa indicando Lagoa Formosa, entramos para a esquerda conforme o seu memorial descritivo. Daqui, diz ele, temos que andar uns dez quilômetros. Andamos cerca de uns quinze e nada de encontrar a outra referência necessária para chegar ao destino.

Voltamos à estrada principal. Andamos dez quilômetros e nada. Retornamos. Seguimos em direção à estrada que levava a Salvador, Bahia. Uma nova derivação para a esquerda.

-Desta vez acertei -disse Danna- é aqui, tenho certeza!

Andamos cerca de dez quilômetros numa estradinha cerrado à dentro e nada!

-Tem que ser aqui -insistia Danna- eu já estive aqui e tem que ser aqui. Tem que ser aqui... tem que ...

Passava das 10 horas da noite e nos ainda procurávamos um poste inclinado e uma casa abandonada, no lado esquerdo da estrada de terra. Logo após viria a estrada para a futura sede do "Templo dos Sete Raios".

Retornamos sensivelmente chateados: primeiro por não encontrar o caminho onde tínhamos a certeza de encontrar um grande numero de adeptos da "Cruz e o Lotus" e de ver, em grupo, o invisível Cometa!!!

Desanimados, batemos de volta para Brasília. Quase onze horas da noite. Uma hora e meia de viagem ainda até o Plano Piloto. Conversamos muito. Era o que nos restava fazer. Em meio à frustração do Halley, comentários sobre frustração da vida. Os casamentos mal feitos os desamores, os filhos de casais sem harmonia, os descasamentos, liberdades, à saída dos buracos, os movimentos feministas, o machismo, a educação dos filhos etc foram alguns dos temas que passaram rapidamente quase na hora do Lobisomem. Passamos Sobradinho. Na descida para Brasília, tivemos uma surpresa: uma fila enorme de carros, parados, com as pessoas olhando para o céu.

Paramos, nós também. Pusemos-nos a olhar para o alto. Lembrei-me de todos os mapas que vi, mostrando o mapa celeste, onde o andarilho deveria aparecer. Senti dificuldades porque, no céu, as estrelas não têm nomes. Nós estamos acostumados a identificar, nos mapas rodoviários, com facilidade porque as ruas, estradas, vilas e cidades têm nomes. No céu, os astrônomos não colocam placas nas constelações e nem nos planetas como fazem os engenheiros nas estradas. Mesmo assim, arrisquei. Olhei para uma região, onde me pareceu mais lógico, auxiliado pela memória de um mapa com nomes, (zinhos) e apontei o dedo para o alto, dizendo para meu amigo Danna que estava ao meu lado:

-Lá está ele, disse sem nenhuma certeza. As cabeças próximas voltaram-se para aquela direção, na abóbada, e quase todos afirmavam ter visto o escondido. Eu acho o que o vi. Creio tê-lo visto. Ele estava ali, no meio de tantas estrelas com uma leve "aura" como aquelas fotografias de efeito Kirlian, como se fosse algo ionizado.

De qualquer forma, valeu a tentativa de vê-lo em grupo. A noite estava linda e com muitas estrelas. A gente via infinitos pontos de luz alguns talvez não existindo mais há muitos anos -a distância tão grande e quem sabe alguns Sois formando sistemas irmãos do nosso sistema solar e talvez -quem sabe- com seres muito mais evoluídos que nos ou que ainda tenham que passar pelo sofrimento que já passamos ou que teremos que passar para aprender um pouco mais. Talvez, na próxima vez que o Halley passar por aqui já seja outra bem diferente.

Poucos dos que presenciaram a sua passagem verão a próxima volta. Muitos não o viram ainda e jamais o verão. O fato e ele, que de tempo em tempo, volta para ver o que já fizemos. Ele vai se desgastando pelo espaço sideral afora, dentro da nossa minúscula galáxia e nos, também, navegando no espaço, numa órbita um pouco deferente também vamos nos desgastado: Engolindo nossas florestas, consumindo nossas riquezas minerais, poluindo nossos rios modificando a ionosfera, tornando nos mais vulneráveis aos raios ao que vem do espaço, andando mais depressa, crescendo, vertiginosamente, em número de pessoas e aperfeiçoando os já perigosos métodos de auto-exterminação.

Mas, a frustração de não ver o Comenta, no tamanho como nos fizeram crer os cientistas, teve o mérito, nesta sua aproximação: nos obrigou a olhar para o céu e contemplar a beleza do Universo. Ele nos obrigou a pensar no Cosmos.

Ele permitiu que a ciência descobrisse, através dele mesmo, um pouco mais sobre o nosso passado -o da Terra- e com isso conhecer mais as profundezas de nossas raízes: nossa Origem Cósmica.

Hamilton Savi

Brasília 28/04/86

janeiro 17, 2008

Virando o Baú

Virando o Baú

Melina, minha filha mais nova, queria localizar os equipamentos de um antigo Laboratório de Fotografia que um dia eu montara na Ponta de Baixo. Eu disse que nem sabia onde estavam as cubas, o ampliador e as demais peças!

A Ponta de Baixo estava bonita, como sempre: o mar banhava os fundos do terreno e o jardim com verde viçoso e, com flores no início da Primavera, ficavam ainda mais bonita. Papai estava sentado na sala, como ele mesmo dizia, no exílio depois de ter saído de sua casa por causa dos problemas de esgotamento nervoso de Raquel, sua filha.

Melina estava entusiasmada com o curso de fotografias que estava fazendo e, de repente, começa a analisar algumas fotos antigas de mais de 20 anos atrás, quando eu mantinha um pequeno laboratório preto e branco como hoby. Eu ainda o mantive até a chegada da Camila. Depois, dei lugar à fotografia colorida, de mais fácil manipulação com a entrada em operação desse sistema de cópias automatizadas. O Mac Donald da fotografia!

Na cata do que sobrou do antigo laboratório fui buscando coisas e coisas... uma fotografia de minha primeira mulher, as primeiras fotos da Camila, fotos das primeiras turmas da UFSC, da...

Nem vi o tempo passar, mas o insondável arquivo de nossa memória pessoal facilmente mergulha no passado e trás de vota recordações boas e ruins de trabalho, de vida íntima, de vida familiar, de alegrias, de sofrimento, de decepções, de conquistas...

-Quem é esse, pai?

Aqui, Melina, é uma foto da Pleissey, na Inglaterra, em 1970... Essa aí...

E essa? É da inauguração de uma feira de amostras, a FAINCO, uma exposição feita nos anos 70 com a Segunda turma de engenheiros eletricistas. É uma história longa! Passamos quase três meses viajando por diversos países Europeus: de Portugal ao Reino Unido passando pela França, Itália, Suíça, Alemanha e outros. Visitamos, nessa época, as principais indústrias na área de eletro-eletrônica desses países. Foi uma viagem muito boa que me valeu muita experiência. Quanta coisa aconteceu! Pensei comigo!

-E essa caderneta? Perguntou enquanto folheava uma velha caderneta, de capa dura, desses que cabem num bolso de camisa.

-Essa aí? Deixe-me ver. Ah, são anotações de uma viagem aos Lagos Andinos e... 1972. Uff! Deixe –me olhar mais! 1972... Anotações de uma viagem à Bolívia, Peru, Chile e Argentina! Ainda vou escrever sobre essa viagem!

Essas cartas...

Impressões de viagem

IMPRESSÕES DE VIAGEM

É bom viajar quando se pode fazê-lo com olhos e mentes abertos. Um mundo novo se descortina a cada momento relativamente às coisas dentro de si próprio abrindo-se condições para conhecer-se através dos outros e das coisas que vê. Mesmo que, muitas vezes, sente-se mergulhado numa espécie de solidão coletiva.

Ver em outras terras um galho de árvore obstruindo o caminho por onde passam diariamente centenas de pessoas e ver que nenhuma folha é amassada ou molestada pelos que por ali passam... é mais que uma aula de ecologia: é uma demonstração de respeito a natureza e talvez a tuddo aquilo que tem vida. Entende-se quando se diz que esse povo que não molesta a folha tem como filosofia trabalhar com a natureza e não "explorar" a natureza. Vi isso e outras coisas simples. Ouvi -ouvimos- um galo cantando próximo a um parque. Quase emocionado, meu colega de caminhada, homem de cultura, homem de que conhece várias terras, comentou: "Está aí um grande exemplo do que é manifestação cultural". O galo daqui canta exatamente como o galo de lá (estávamos em outro lugar com 12 horas de fuso horário), fala a mesma linguagem em qualquer parte onde quer que ele viva seguindo a mesma lei natural. De lá, voando em direção a qualquer agrupamento humano, não mais de uma hora de vôo, poderemos encontrar grupos falando diferentes línguas com diferentes hábitos de comer, vestir, amar e rezar, disse meu amigo.

Apesar disso o mundo com suas diferenças está cada vez mais próximo mesmo mesclando alguma coisa em áreas que se tocam. Hoje as distâncias ficam reduzidas com as comunicações mais presentes pelo sinal de televisão chegando à sua casa com os sinais refletidos pelos satélites que circulam pelos ares da Terra. As distâncias, fixadas em milhas ou quilômetros, tem sensação de terem encolhido quando se medem em horas de barco, em horas de trem, de avião supersônico podendo chegar um lugar antes mesmo de ter saído.

Mesmo assim, com essas aproximações, misturando várias culturas, a sintonização com as mentes privilegiadas em cada campo do conhecimento dentro de sua linguagem hermética -mesmo que universal- entre os "iniciados" naquele campo. Depois, a barreira do idioma em que cada um viveu. Segue as barreiras culturais complexas que vão desde o relacionamento na mesa, na família, no trabalho, no lazer, no...

Alguém já imaginou como seria viver num mundo uniformizado, de linguagem única, comida padronizada, roupas iguais, mesmos costumes... seguindo padrões econômicos idênticos? Seria de uma monotonia infernal! Deixemos o mundo com suas diferenças! É mais bonito.

Imagine encontrar em todas as partes do mundo os "Bob's", os "Mac Donalds". Já irrita um pouco tomar coca cola em qualquer quadrante. Já perde a graça as "padronizações" as "otimizações"... Deixe o mundo como está. As culturas diversas dos vários lugares do mundo têm muito a ensinar umas as outras. Será que não dá para aprender com os outros sem modificar aquilo que é bom e essencial, que tem cada grupo cultural?

Hamilton Savi

Brasília, 04 de outubro de 1987